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9.23.2011

A excelente notícia

Como o Arthur havia dito, tenho uma ótima notícia. Vou começar do início...

Aqui, pra vagas de au pair (babá) existem quatro jeitos de conseguir o trabalho: se inscrevendo nos sites de au pair, mandando cv pelo gumtree.ie, tendo contatos ou recorrendo a Greyce, uma brasileira que arruma umas famílias pra tu fazer entrevista e, caso tu consiga, tem que pagar 200 euros pra ela. :/ Eu me inscrevi no site, mandei currículos e recorri a Greyce. Na semana passada duas famílias me mandaram e-mail através do Au Pair World. Mandei e-mail pras duas dizendo que tinha interesse na vaga, mas a segunda família senti uma energia muito boa - e as fotos das crianças eram lindas! A primeira família marcou entrevista para quinta e a segunda para sexta.

A primeira família era pra morar com eles (live in), mas disse que preferia não morar (live out). Achei a mãe meio seca, não perguntou quase nada de mim. Era pra cuidar de quatro crianças, três meninas de 10, 4 e 2 e um guri de 8. A guriazinha menor até sentou no meu colo, foi fofinha. Mas enfim, achei que tinha me saído bem mas não senti uma ligação com a mãe. Ela disse que entraria em contato no final de semana.
A segunda família era live in também, mas nem falei que queria live out. Cheguei lá e tinha uma outra menina fazendo entrevista. Fiquei esperando na sala de brinquedos com as crianças. São três meninos, de 4, 2 (quase 3) e 1. Os dois mais velhos nem me deram bola, tavam assistindo TV. Fiquei brincando com o menor, bem gordinho. A mãe era muito querida, ria de tudo - metade das piadas não entendi e praticava o sorria e abane. Depois ela me apresentou as crianças direitinho e ficava fazendo perguntas pra eles, pra me mostrarem o que gostavam de fazer, de brincar e tal. Acabei até jogando bola com o mais velho. Acho que fiquei quase uma hora lá. A mãe disse que ia conversar com o marido dela de noite e ia mandar mensagem ou e-mail no final de semana. Deixei avisado pras duas famílias que viajaria e que só voltaria na terça de noite.

Passou o final de semana e nada de resposta. Já tava tri desanimada achando que não tinha rolado nada, mas né, estava em Edimburgo, tinha que aproveitar. Segunda-feira recebo uma mensagem da primeira família dizendo que gostaria que eu trabalhasse por algumas semanas e que tinha aceitado a condição de não morar com eles. Fiquei mega feliz, ia ser algo temporário mas que me traria muitos benefícios. Começaria na quarta-feira às 15h.

Quando chegamos em Dublin fui direto ver meus e-mails - chinelagem é algo, pra que pagar lan house né? - e tinha um e-mail da Oonagh (se fala Úna), a mãe da segunda família. Ela queria fazer uma segunda entrevista na quarta-feira, às 19h, pra conhecer o marido dela e conversar com a antiga au pair.

Na quarta-feira cheguei na casa da primeira família. A mulher foi me falando um monte de coisas, me ensinou a fazer um suco que as crianças adoravam de maçã, pêra, cenoura e laranja. Tive que ajudar nas coisas da casa e mal brinquei com as gurias. A guriazinha menor era muito mimada, berrava pra colocar fralda, berrava pra colocar calça, um saco! A de 4 anos ficava batendo na minha bunda o tempo todo! Mas tá, na hora de ir embora a mulher disse que  gostaria que eu trabalhasse por mais tempo, não só por algumas semanas. Já me disse que teria babysitting na sexta de noite e trabalharia no sábado de tarde. Disse que não teria problema, mas minha cara me entregava! hahaha.
Saí de lá e fui pra outra entrevista - as casas são relativamente perto, passa o mesmo ônibus. Conheci a guria que trabalhava lá. Como ela é brasileira, consegui saber como era a família, as crianças, se eram chatos, essas coisas. Fiquei mais um tempo com as crianças, conheci o marido dela, que é bem legal - e publicitário - , e conversamos mais algumas coisas. No fim ela disse que me queria! EEEEE! Aceitei. Ela pediu que eu fosse na quinta pra ficar um dia com as crianças e com a guria que vou substituir e que eu me mude no domingo!

Saí de lá e me encontrei com o Arthur.. fomos num pub pra comemorar - capaz! De nenhum trabalho passei pra dois, mas o foda é que tinha que ignorar uma família. Mandei mensagem pra primeira mulher dizendo que tinha achado um trabalho melhor e que não iria mais. Só não fiquei com tanta pena porque não gostei muito dela e porque ela não trabalhava.

Na quinta me encontrei com a au pair - a Renata - na creche das crianças às 13h. Fiquei até umas 19h30 lá. As crianças são uns amores, bem educadas. O mais velho - Charli - corrige o meu inglês, um amor! E me chamam de Ana banana. aosjasias. A outra au pair deles era Ana também, herdei o apelido.

Mas é isso. Domingo me mudo pra minha nova família e segunda começo a trabalhar. E o mais importante, estou feliz! :D

8.31.2011

Dois meses

Segunda-feira completamos dois meses aqui em Dublin! Estranho, parece muito mais tempo... Vamos às novidades, já que faz tempo que não escrevemos nada por aqui.

Estou trabalhando! Vou ficar um mês substituindo um cara na cozinha do Bank of Ireland. Trabalho pesado, mas com pagamento recompensador. Como estou trabalhando full-time, tive que tirar umas férias antecipadas da escola. Hoje fui "promovido" - ao invés de passar o dia na frente da pia lavando panela, agora também ajudo em outras atividades mais tranquilas, como limpar as mesas e recarregar o freezer. Maravilha.

A Ana teve outra entrevista de emprego, pertinho aqui de Dublin. A vaga era de childminder e os piás falavam, além de inglês, espanhol. Mas não rolou (o que foi bom, porque metade do salário iria pro transporte público) e a luta continua.

Dia 24 fomos no show do Flogging Molly. SHOWZAÇO! Muito afudê! Um lugar não muito grande, do lado de casa, excelente! Vejam aí o vídeo que gravamos lá:


Beijos e abraços!
Arthur

8.22.2011

Segunda entrevista

Esqueci de contar da minha segunda entrevista!
Enviei meu currículo para uma vaga de Childminder/Nanny (que é a babá que não vive com a família) pelo site Gumtree.ie e na quinta a mulher me ligou marcando uma entrevista pra sexta. Dessa vez foi na casa dela mesmo, em Dublin 4. A entrevista era às 14h30. Como não fazia ideia quanto tempo de ônibus ia levar até lá e como tinha visto no Google Maps que as casas eram todas iguais, saí de casa bem cedo.

Cheguei lá as 14h. Ia ficar dando um tempo na rua, mas como a criança tinha me visto pela janela, decidi entrar. A mulher me atendeu perguntando se eu era a Sabrina. Sabrina era a guria que ela ia entrevistar às 14h. Não, é a Ana Paula. Ela ficou meio sem saber o que fazer mas resolveu me entrevistar. A primeira coisa que ela disse foi.. me fale sobre você. Odeio essa pergunta em português, em inglês ia ser ótimo responder. Mas ok, respirada e inglês "fluindo". No meio da minha fala a campainha toca - GRANDE SABRINA, chegando atrasada! Tsc tsc. Como a Gobnait (o nome da mulher era esse!) disse, nada bom. Ela me mandou passear pela rua e pediu pra eu voltar uns vinte minutos depois. Dei uma volta na quadra e aproveitei pra ler meu caderno de aula e me lembrar de algumas palavrinhas em inglês. Depois que a outra lá saiu eu enfim conversei com a mulher. Não fiquei tão nervosa quanto a outra e consegui falar melhor.

A vaga era bem boa, pra cuidar de dois gêmeos de 7 anos por 3 horas durante 5 dias da semana. E o pagamento era bem bom também.

A resposta ia vir na sexta, mas no fim chegou no sábado. É pessoal, não foi dessa vez! Mas como toda boa brasileira...

Ana "Paolã" - como os irish falam.

8.14.2011

Primeira entrevista

Hi everybody!

Quinta-feira da semana passada uma mulher me ligou. Pra começar atendi falando ALÔ, porque imaginei que era algum brasileiro me ligando. Mas não. Era uma irish dizendo que me viu num site de au pair e queria marcar uma entrevista. Marcamos pra terça-feira, às 20h, na Bewley's Café. Fiquei feliz que a entrevista ia ser numa cafeteria que estava louca pra conhecer.

Infelizmente não vi absolutamente NADA da cafeteria. Eu estava tão nervosa, mas tão nervosa, que não lembro nem o que eu falei. Aliás, nem conseguia falar. Se em Porto Alegre quando tenho entrevista pra estágio eu já fico mega nervosa, imagina entrevista em inglês! A mulher ainda levou a filha dela, de dez anos, só pra me deixar mais nervosa e ficava me perguntando se eu não tinha nenhuma pergunta. Eu só dizia que não. "Suuure?" "Yes, sure." hahahaha. Mas ok, falei algumas frases em inglês, da minha """""""experiência"""""" de au pair no Brasil, da minha irmã e do que eu fazia aqui em Dublin. Só isso que eu lembro. Fiquei feliz que entendi bastante coisa que ela falou, mas fiquei triste por não conseguir dizer "I'm 21 years old."

No outro dia ela me ligou. Disse que tinha escolhido outra menina que ia ficar mais tempo aqui na Irlanda (UHUM) e disse que eu falei muito pouco. Yes, I know. Não tenho emprego, mas tenho motivo pra rir. Agora eu acho engraçado e meio ridículo, mas na hora o negócio foi punk.

Ana