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5.11.2012

Mochilão!

Amanhã bem cedinho - 5 da manhã - partimos pro aeroporto e damos início ao fim dos nosso intercâmbio. A primeira parada é Bruxelas, e o caminho é longo até o retorno a Dublin. Bruges, Amsterdã, Hamburgo, Berlin, Praga, Viena, Innsbruck, Veneza, Roma, Cinque Terre, Cap D'Ail, Nice, Barcelona, Madri, Lisboa, Lagos e Faro. No fim ainda temos mais 5 dias aqui em Dublin pra nos despedirmos dessa MAGNÍFICA cidade que tanto nos deixará saudade. No fim de junho estamos de volta a Porto Alegre! No período da viagem estaremos desprovidos de internet, então o blog provavelmente ficará abandonado. Mas na volta contamos os detalhes. Vão ser 40 dias na estrada, muitos lugares, comidas e cervejas novas a conhecer. Um forte abraço pra todo mundo!


Arthur

1.10.2012

Ano Novo em Londres

Nem parece verdade. Mesmo olhando as fotos, os vídeos, é difícil acreditar que estávamos ali, aos pés do Big Ben, assistindo a queima de fogos em Londres. Os fogos que, no fundo, eram o de menos. O que mais me impressionava era o simples fato de estar ali, de ter ajeitado tudo e poder estar ali. Ano passado, quando a rotina trabalho-faculdade-trabalho tava me esgotando, fiz um trato comigo mesmo: um ano de sacrifício, um ano de recompensa. 2012 é a recompensa e, como vocês podem ver, não podia ter começado melhor.























A viagem teve um início desanimador. Primeiro, um embarque completamente desorganizado na rodoviária de Dublin. Tinham três ônibus indo a Londres, e acabou que eu e a Ana ficamos em um e o casal vinte Luan e Aline em outro. O nosso era direto, o deles pinga, significando que, supostamente, estávamos em melhor situação. As aparências enganam. Ônibus lotado, sentamos separados: a Ana mais pra frente, eu na última fileira - onde tem cinco bancos (não tem banheiro!) -, entre um casal e e um véio mais irlandês impossível. Além de espaçoso, o tiozinho ainda era amante de alho. Foi pão com alho, salgadinho com alho e a perspectiva de passar horas naquele ônibus me atormentando. As coisas começaram a melhorar quando o ônibus embarcou na "balsa" na qual atravessaríamos o Irish Sea. O troço era um cruzeiro! Bem armados de vinho, tivemos três horas de paz. Chegando em Hollyhead, no País de Gales, embarcamos novamente no ônibus, e lá tava o maldito véio comendo um pão com alho, já que provavelmente as três horas na balsa não foram suficientes pra isso. Andamos bem pouquinho até o posto da imigração, onde conversei com o motorista do ônibus do Luan e trocamos de veículo. Ainda na última fileira, onde a bosta do banco não deita, pelo menos sentamos um do lado do outro e, melhor ainda, a Ana não fede a alho. Como era pinga, aos poucos o ônibus foi esvaziando e conseguimos deitar cada um em um par de bancos e descansar um pouco pro nosso primeiro dia em Londres.

Acabou que chegamos na hora que era pra chegar com o ônibus direto, e depois de sair da rodoviária, lá fomos nós procurar o hostel. Depois de andar sem noção de onde ir, aceitamos a facada e compramos um mapa da gigantesca capital inglesa e achamos nosso albergue. Lugarzinho bacana, limpo e com café da manhã incluso (único hostel que não triplicou a diária na época do Ano Novo), nada a reclamar. Inclusive recomendo: Barkston Youth Hostel, perto do metrô e duns "pubzinhos" (inglês só acha que sabe o que é pub, ou, mais provável, a turistada aqui é que não sabia bem onde encontrar um legítimo pub).

Fizemos nossas turistadas, indo onde todo mundo vai e essas coisas. Como não lembro da ordem do que visitamos, não vou me aprofundar. Mas quatro dias em Londres é o mínimo pra se conseguir ver quase tudo. Dia 31, um pouco antes das 20h, saímos do hostel rumo ao centro, na tentativa de achar um lugar razoável pra assistir aos fogos. Apesar da montoeira de gente, ficamos bem posicionados e deu pra ver tudo. Também, com a quantidade e grandiosidade dos fogos, era difícil não ver.  Assim entramos 2012, ano que tanto promete. Melhor, só a queima de fogos do tio Jorge em Capão Novo.

Sempre que eu viajo, a perspectiva de voltar à rotina de lavar pratos em Dublin me incomoda, mas dessa vez o retorno foi facilitado pela visita dos fabicanos Bruna e Ricardo, que chegaram aqui um dia depois que voltamos de Londres. Foi bom ver uns rostos familiares. Isso que, sexta-feira agora, dia 13, desembarca aqui em Dublin a dona Miriam, também conhecida como minha mãe, acompanhada da Lili e da tia Bete. Quero só ver esse trio nas Europa! Amanhã nos despedimos da Bruna e do Ricardo, que vão seguir com seu mochilão, e nos preparamos pra recepcionar as novas viajantes. No outro final de semana vamos a Liverpool com as três, apreciar a terra dos Beatles. E, mais pro fim, ainda tem show dos Dubliners (o qual terei que invadir - os ingressos já estão esgotados...) e, no começo de fevereiro, Dropkick Murphys (esse com ingresso já comprado!).

Acho que esse ano vai ser uma bela recompensa!
Feliz 2012 a todos!

Arthur

10.16.2011

Dois anos de namoro em Paris

Blog abandonado, mas aqui estamos de novo!

No último domingo fomos para Paris comemorar nossos dois anos de namoro! Dessa vez eu que realizei um sonho! Sabíamos que não daria tempo de conhecer todos os lugares, pois eram apenas três dias, então tivemos que ser bem seletivos...

Nosso voo era às 6h25min e, pra começar bem a viagem, tivemos que dormir no aeroporto, já que não tinha linha pro aeroporto de Dublin de madrugada. Chegamos na França por volta das 9h (lá é uma hora a mais que Dublin - cinco a mais que no Brasil antes do horário de verão). Descemos no aeroporto Beauvais, que mais parecia uma rodoviária e era a 1h15min de Paris. Lá fomos nós pegar o único ônibus que faz o trajeto Beauvais-Paris (e se aproveitam pra meter a faca!). Mas enfim chegamos a Paris. E logo encontramos o primeiro obstáculo: onde ta o metrô? A gente tava tão perdido que não sabíamos nos achar nem no mapa! hahaha. Sorte que encontramos um cara - FRANCÊS - que nos deu informação, EM INGLÊS - sem sequer termos pedido!

Chegamos no hotel, deixamos nossas malas e fomos caminhar pela cidade. Passamos pela Notre Dame, andamos pelo Sena, fomos até o Louvre (mas ainda não entramos), na praça da frente, vimos o Obelico (local das decapitações à época da Revolução Francesa!) e finalmente chegamos à Torre Eiffel! Que coisa mais incrível. Sério, minha voz embargou quando vi aquela coisa imensa na minha frente.





No outro dia fomos de manhã para o Louvre. Não vimos nem metade dele! O museu é gigantesco e tem milhares de coisas interessantes! As partes mais cheias eram a da Vênus de Milo e da Mona Lisa - que realmente é pequena e parece diminuir por causa das centenas de japas batendo foto na volta dela. Tem quadros mais bonitos pra ver. Mas Mona Lisa é Mona Lisa. Saindo de lá fomos pro Arco do Triunfo e depois fomos caminhando pra Torre Eiffel. Entramos na ENORME fila pra pegar o elevador da Torre, mas, quando vimos a quase inexistente fila pra ir de escada e o preço módico, esquecemos o elevador. Afinal, não basta estar na Torre, tem que sentir e viver o que os construtores dela passaram! haha. E muitos degraus até chegarmos no segundo andar. Bela vista! Saindo de lá, fizemos uma coisa bem francesa - passamos no CARREFOUR, compramos BAGUETE, patês e cervejinha francesa. Na real tinha que ter sido um vinho, mas essa viadagem a gente descartou. No caminho pra casa passamos pelo local onde o Napoleão está enterrado, mas, pelo tardar da hora, não chegamos a entrar. Pra compensar, à noite, com as luzes, o prédio é lindo! Andando pelo Sena, olho para trás e vejo a coisa mais linda do mundo - a Torre com as luzes piscando! QUE COISA MAIS MARAVILHOSA! Videozinho aí pra vocês verem depois das fotos:








No último dia passeamos pelo Moulin Rouge, que não tem nada de especial. Pelo menos não por fora, porque o show deve ser bem legal, mas que por 160 euros não rolava... Bem perto dali estava a Basílica de Sacre Coeur. Muito bonita e gigantesca! Como é num lugar mais alto, tem uma vista bem legal da cidade. O mais interessante de lá é o caminho até a basílica, que tem ares de Bolívia - praticamente uma La Paz europeia. De lá pegamos o metrô mais fedorento da cidade, hehe. Mas nada que uma trancada na respiração não aliviasse! Fomos pra Catedral de Notre Dame.. outro lugar muito afudê! Subimos até as torres pra ver as gárgulas - aquelas mesmas do desenho do Corcunda! E vimos também o sino que o Corcunda tocava, enorme e pesadaço! Perto dali, pegamos um barco que dava um passeio pelo Sena. Valeu a pena cada segundo e cada eurinho investido, que na real nem foi caro. Fotos e depois outro videozinho...
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Viagem perfeita, deu pra cansar muito! Cidade muito bonita, às vezes com um pessoal fedorento, mas a arrogância que tanto nos falavam não notamos. Pelo contrário, achei todos franceses muito receptivos com turistas e todos tentaram falar inglês. O cara do Louvre até soltou umas frases em português misturado com espanhol! haha. Nao sei se ajudou falar a frase em francês "Je ne parle pas français, vous parlez anglais?", sei que nenhum se recusou a dar informação pra gente.

Ana