3.22.2012

Saint Patrick's Holiday

Uma semana antes do dia de São Patrício já estávamos com a casa decorada com bandeirinhas e trevo, mas foi na sexta que abrimos os trabalhos. Muita cerveja, mas muita mesmo. Quase três fardinhos PRA CADA UM de 24 garrafinhas foi o suficiente para termos o combustível pro feriado todo. Eu, como sou fina, fui no energético com Jameson (whisky daqui) e mojito. Mais classe que isso, só sendo cachaça. Antes da bebedeira, fomos ver umas danças irish que tava rolando na rua.

Bandeirinhas na sacada.




No dia mesmo, sábado - dia 17, fomos ver o desfile na rua, The St. Patrick Parade. Um mar de gente verde, uma mar de leprechaun! Começou ao meio dia mas foi passar pela gente lá pelas duas. O desfile é bem legal, mas com coisas bem aleatórias. Eu achei que seria mais com coisas da cultura e tal, coisas celtas, música irish... mas não. Era tipo por alas, e cada uma mostrava uma coisa. Depois do desfile, que acabou por volta da 16h - e onde encontramos o Juba, outro fabicano perdido pelas Europa - fomos beber. Aliás, foram beber enquanto eu fui trabalhar. Isso mesmo, TRABALHAR. A vida não é fácil mesmo. Tive que cuidar das crianças de noite, JUSTO na noite de St. Patrick. Os guris foram pro Temple Bar e só, até onde sei, NÉ.

Até leprechaun come big mac.










No outro dia de manhã, depois que saí do trabalho, fomos pro Merrion Square Park. O lugar é muito legal e tava cheio de feirinhas, parque de diversões, workshops e tal. Coisas de família, mas que foi perfeito pro dia de sol e sem o vento chato dublinense. E ah, era dia das mães nesse dia também.

Aqui na Irlanda quando um feriado cai no final de semana, eles passam pra segunda. Então tivemos a segunda OFF! Como o gordola do Douglas tava aqui, aproveitamos pra passear com ele e fomos pra Bray. Depois posto falando sobre a cidade. :)

E ah Gordola Douglas, adoramos a visita! Foi muito bom matar as saudades e lembrar de como tu é mala. hahaha. Obrigado também por estourar as tomadas da sala e por comer toda a comida da casa. Te amamos! <3 Dá sinal de vida quando chegar em terra firme!

Ana

2.29.2012

29th February - Leap Day

Dia 29 de fevereiro, o dia que tem de 4 em 4 anos, é conhecido na Irlanda como o dia da mulher pedir o homem em casamento! MARAVILHA! Segundo uma lenda irlandesa, St. Patrick, o padroeiro da Irlanda, deixava as mulheres pedirem o homem em casamento pra equilibrar os papéis tradicionais de homem e de mulher, da mesma forma como o dia 29 equilibra o calendário.
Segundo ainda a tradição, o homem não pode recusar o pedido da mulher - hm, bom saber. Na idade média ele tinha que comprar 12 pares de luvas pra ela, pra ela esconder a mão sem o anel de noivado e não sentir tanta vergonha. Hoje em dia, parece que acontece coisas piores com as partes íntimas. Mentira, essa parte inventei.

Por isso piriguetes unidas da minha Irlanda, hora de prender esses namorados bundões que não querem nos assumir! E amigas brasileiras, se quiserem se inspirar nos costumes irlandeses, sintam-se à vontè.

E o hoje o Arthur não me escapa! hahaha

Ana

2.25.2012

Pancake Day

Terça-feira, dia 21 de fevereiro foi o Pancake Day aqui na Irlanda. Isso mesmo, dia da panqueca. Enquanto a galera do Brasil tava loquiando no último dia de carnaval, eu estava trabalhando e comendo panquecas (logo depois parei no hospital, hehe)!
Descobri que esse é o "carnaval" deles, aliás, é assim que eles comemoram esse dia. Dando umas pesquisadas por aí, vi que esse dia é também conhecido como Shrove Day, e, no Brasil, Carnaval ou a Terça-feira Gorda, que nunca tinha ouvido falar. É o dia que antecede a Quaresma - Lent, in english.
Tempos atrás se comia panqueca nesse dia porque continha ingredientes proibidos (ui) na época da Quaresma - manteiga e ovo. Então, seria o último dia pra aproveitar as comilanças. No Brasil seria a carne, por isso a pegação do carnaval!

Mas enfim, minha chefe fez umas panquecas muito boas, que eu nunca tinha comido. A massa acho que era igual as que a gente faz, só que dentro ela colocou manteiga (a de verdade, não margarina) e açúcar. Dai ela enrola  e serve, e tu ainda pode pingar gotinhas de limão. Parece nojento, mas é muito bom. E bem calórico, o que é ótimo pra quem tá de dieta.

Foto meramente ilustrativa.
Carnaval bem sem gracinha, trabalhando a semana toda enquanto via todo mundo postando fotos no face nas praias, festas e tal. Nessa hora a inveja bateu, mas em março será a nossa vez de curtir o carnaval daqui, enquanto todo mundo vai estar trabalhando e com aula, lero!

Ana

2.22.2012

Nem tudo são flores

Ok, como a vida não é um morango, doenças e problemas sempre acontecem. E ontem eu fui a premiada.
Ontem minha chefe fez uma massa super gostosa com creamcheese, mushrooms e chorizo. Esse chorizo não é a mesma coisa que o nosso chouriço. Ele parece mais um salame. Mas enfim, comi e já senti que não me desceu bem. Ainda depois comi panquecas, que ontem foi o Pancake Day aqui (mas isso fica pro próximo post). Ainda ajudei na cozinha, coloquei as crianças na cama e contei historinha. Quando fui tomar meu banho, do nada, comecei a sentir MUITA falta de ar, meu rosto esquentou do nada. Olhei no espelho e ele tava muito vermelho e minha boca quase roxa já. E daí, do nada, bolotas coçando em toda a minha barriga. Me apavorei na hora.
O maldito!

Meu chefe me levou imediatamente pra emergência de um hospital aqui perto e fui atendida às pressas.
Resumindo, fiquei quase 14h no hospital esperando pra ver se a alergia não voltava e, claro, não souberam falar com precisão o que foi que me causou isso, pode ser alguma comida (oi chorizo) ou comida mal conservada (oi de novo pro chorizo que vi que estava vencido desde de dezembro, COOL). Me deram uns medicamentos pra ter em casa caso volte. Espero não usar mais.

Falando do hospital, é bem parecido com a emergência dos hospitais do Brasil. Não to falando de SUS, claro. Fiquei as 12 horas numa cama no corredor, ouvindo e vendo todos os outros pacientes. E o que tinha de velhinho... tadinhos. O Arthur, que ficou o tempo todo na sala de espera da emergência, falou que velhinhos esperaram horas, mais de 5h quase pra serem atendidos. Só tinham dois médicos no hospital de noite. Foda. E ah, pelo menos não precisei pagar nada. Como meu chefe irish me levou ficou meio que no nome dele, mas o Arthur viu que era 300 euros pra não europeu, nos livramos. hehe

E agora falando do que eu senti, além do pavor que me deu, e de não conseguir dormir direito (achei que ia ficar pouco tempo, few hours pra mim são 4h no máximo, não 14h), não tenho vocabulário doentístico pra falar o que sentia. Ainda bem que não foi nada de tããão grave, dai sim ia ser ruim a comunicação. O médico veio me perguntar o que era wheeze.. oi? Ele teve que fazer o som do negócio, é tipo um chiado de quando tem asma. Mas foi ruim e eu só queria o pai e a mãe perto, hehe.
Hoje pelo menos não precisei trabalhar. Dormi a tarde inteira e ainda não me sinto 100%, mas amanhã estarei melhor, inxalá!

2.17.2012

Home Sweet Home

Que feio, quase um mês sem dar notícias... que vidinha bem mais ou menos essa, caímos na rotina! Até que... Em uma semana eis que Arthur tem um NOVO LAR para morar. Do nada, assim. E melhor (ou não): vai morar com Luan e Rodrigueira! Os BFF morando todos juntos, que liiiindos. Ainda vai morar junto dois flatmates do Luan, e eu, nos finais de semana. :)

Melhor que foi tudo em uma semana, olharam, gostaram e pagaram. Hoje foi o dia da mudança deles, e já devem estar bebendo pra comemorar, enquanto eu tô aqui, trabalhando pra sustentar esse macharedo (mentira).

A única coisa não tão boa (pra eles) é que o apartamento veio sem utensílios domésticos: sem copos, pratos, talheres, torradeira, panelas - pelo menos tem micro, fogão e geladeira. hehe. Pra mim é muito bom, porque amanhã vamos comprar tudo novo, e eu nem gosto de comprar! Vamos recorrer a famosa IKEA, que dizem que tem tudo de bom e de barato. Eu tava louca pra conhecer essa loja, mas não fazia sentido pegar o ônibus pra olhar loja de casa. O Arthur iria me matar. Mas amanhã ninguém me segura, haha.

Eras isso, pra finalizar uma foto da vista da nossa linda sacada, onde tomaremos muito chimarrão e cerveja.


E ah, recebemos a notícia que a pessoa mais gorda do mundo vem em março pra Irlanda desfrutar desse novo lar, de boas cervejas e do St. Patricks day. Douglitas, te esperamos! :D

Ana <3

1.24.2012

Terra dos Beatles - Liverpool

Pois fomos pra Liverpool numa manhã de sábado. Tava um vento muito forte, então imaginem a delícia que foi o vôo. Como a viagem é rápida, o avião não pega muita altitude. Foram 30 minutos de muita turbulência e pavorzinhos. Mas chegamos! Encontramos a o trio ternura (Miriam, Marli e tia Beth) no hotel que elas estavam hospedadas. Nós ficamos num hostel perto, International Inn, pra quem interessar - recomendamos! De lá fomos para o Museu dos Beatles, que vale a pena também.






Depois fomos na Mathew Street, rua badaladinha de Liverpool onde fica o The Cavern, o pub que os Beatles faziam show.







Depois de darmos umas voltas, nos despedimos da mulherada na estação de trem e fomos em busca de um pub para afogar as mágoas. Depois de muito percorrer a Mathew Street, caímos num Irish Pub - ó, que diferente! Mas não adianta, nos sentimos em casa. :) E sério, a geração LSD Beatles é mucho loca! Lá tivemos um aprendizado de como se divertir depois dos 40, bebendo, mas bebendo mesmo, com vontade. Vimos várias tias já mais pra lá do que pra cá. Pior que na Irlanda, ever. Uma chegou até a levantar a blusa mostrando o sutiã - a amiga ainda me olhou e disse que ela tinha pagado uma fortuna. Tudo influência dos Beatles! hahaha. Mas sério, tentarei me inspirar neles no auge dos meus 40, mas sem a parte de mostrar o sutiã. :)

Segundo dia acordamos cedo e fomos pro estádio do Liverpool. Aquela coisa né, vestiários, sala de imprensa, campo e blablablá. Mas gostei mesmo de ouvir os guias falando que o Lucas  (que jogava no Grêmio) era disciplinado, e que todos os jogadores deveriam se inspirar nele. Escola tricolor é isso, gera exemplos.








De lá fomos num centro de informaçoões turísticas pra comprarmos o ticket pra um ônibus que levava nos lugares dos Beatles. Era 16 libras, se não me engano, e a mulher do balcão foi muito grossa com a gente. Desistimos do passeio, mas daí do nada uma mulher de Amsterdã me cutuca e pergunta se a gente não queria rachar um táxi com ela e com o marido que fazia esse mesmo passeio. Sairia 10 libras pra cada um. Aceitamos, meio assim, com medinho, mas fomos. O táxi é muito legal. O motorista vai contando toda a história dos Beatles, as casas que eles moraram, mostrou os lugares que Paul e John se inspiraram pra fazer as letras. Enfim, valeu muito mais a pena do que o ônibus. A gente parava nos lugares, ouvia a história, tirava fotos, enquanto o ônibus só passava reto.

Casa do Ringo
Casa do Paul
Casa do John
Casa do George



Lugar onde Paul e John se encontraram pela 1a vez.

Ana

1.10.2012

Ano Novo em Londres

Nem parece verdade. Mesmo olhando as fotos, os vídeos, é difícil acreditar que estávamos ali, aos pés do Big Ben, assistindo a queima de fogos em Londres. Os fogos que, no fundo, eram o de menos. O que mais me impressionava era o simples fato de estar ali, de ter ajeitado tudo e poder estar ali. Ano passado, quando a rotina trabalho-faculdade-trabalho tava me esgotando, fiz um trato comigo mesmo: um ano de sacrifício, um ano de recompensa. 2012 é a recompensa e, como vocês podem ver, não podia ter começado melhor.























A viagem teve um início desanimador. Primeiro, um embarque completamente desorganizado na rodoviária de Dublin. Tinham três ônibus indo a Londres, e acabou que eu e a Ana ficamos em um e o casal vinte Luan e Aline em outro. O nosso era direto, o deles pinga, significando que, supostamente, estávamos em melhor situação. As aparências enganam. Ônibus lotado, sentamos separados: a Ana mais pra frente, eu na última fileira - onde tem cinco bancos (não tem banheiro!) -, entre um casal e e um véio mais irlandês impossível. Além de espaçoso, o tiozinho ainda era amante de alho. Foi pão com alho, salgadinho com alho e a perspectiva de passar horas naquele ônibus me atormentando. As coisas começaram a melhorar quando o ônibus embarcou na "balsa" na qual atravessaríamos o Irish Sea. O troço era um cruzeiro! Bem armados de vinho, tivemos três horas de paz. Chegando em Hollyhead, no País de Gales, embarcamos novamente no ônibus, e lá tava o maldito véio comendo um pão com alho, já que provavelmente as três horas na balsa não foram suficientes pra isso. Andamos bem pouquinho até o posto da imigração, onde conversei com o motorista do ônibus do Luan e trocamos de veículo. Ainda na última fileira, onde a bosta do banco não deita, pelo menos sentamos um do lado do outro e, melhor ainda, a Ana não fede a alho. Como era pinga, aos poucos o ônibus foi esvaziando e conseguimos deitar cada um em um par de bancos e descansar um pouco pro nosso primeiro dia em Londres.

Acabou que chegamos na hora que era pra chegar com o ônibus direto, e depois de sair da rodoviária, lá fomos nós procurar o hostel. Depois de andar sem noção de onde ir, aceitamos a facada e compramos um mapa da gigantesca capital inglesa e achamos nosso albergue. Lugarzinho bacana, limpo e com café da manhã incluso (único hostel que não triplicou a diária na época do Ano Novo), nada a reclamar. Inclusive recomendo: Barkston Youth Hostel, perto do metrô e duns "pubzinhos" (inglês só acha que sabe o que é pub, ou, mais provável, a turistada aqui é que não sabia bem onde encontrar um legítimo pub).

Fizemos nossas turistadas, indo onde todo mundo vai e essas coisas. Como não lembro da ordem do que visitamos, não vou me aprofundar. Mas quatro dias em Londres é o mínimo pra se conseguir ver quase tudo. Dia 31, um pouco antes das 20h, saímos do hostel rumo ao centro, na tentativa de achar um lugar razoável pra assistir aos fogos. Apesar da montoeira de gente, ficamos bem posicionados e deu pra ver tudo. Também, com a quantidade e grandiosidade dos fogos, era difícil não ver.  Assim entramos 2012, ano que tanto promete. Melhor, só a queima de fogos do tio Jorge em Capão Novo.

Sempre que eu viajo, a perspectiva de voltar à rotina de lavar pratos em Dublin me incomoda, mas dessa vez o retorno foi facilitado pela visita dos fabicanos Bruna e Ricardo, que chegaram aqui um dia depois que voltamos de Londres. Foi bom ver uns rostos familiares. Isso que, sexta-feira agora, dia 13, desembarca aqui em Dublin a dona Miriam, também conhecida como minha mãe, acompanhada da Lili e da tia Bete. Quero só ver esse trio nas Europa! Amanhã nos despedimos da Bruna e do Ricardo, que vão seguir com seu mochilão, e nos preparamos pra recepcionar as novas viajantes. No outro final de semana vamos a Liverpool com as três, apreciar a terra dos Beatles. E, mais pro fim, ainda tem show dos Dubliners (o qual terei que invadir - os ingressos já estão esgotados...) e, no começo de fevereiro, Dropkick Murphys (esse com ingresso já comprado!).

Acho que esse ano vai ser uma bela recompensa!
Feliz 2012 a todos!

Arthur