11.08.2011

Halloween

Halloween em Dublin é muito legal! Semanas antes do dia 31 casas e comércios estavam decorados com aranhas, teias, múmias e  o mais legal - abóboras com carinhas! Pela primeira vez vi ao vivo colocadas nas portas das casas, um amor!

Conversei com meu chefe e ele disse que o tradicional era as crianças no dia 31 irem pedir "treaks or treats" nas casas dos vizinhos, atirarem fogos de artíficio (que é ilegal aqui) e os mais velhos irem para as festas. Vimos os três, até balões daqueles de festa junina eles soltam. E parecia o ano novo de tanto foguete.




Não sabíamos exatamente o que esperar das festas, mas olha, o pessoal se puxa muuuito nas fantasias. Chegava a dar até medo de umas. As ruas estavam lotadas, desde sexta dia 28 a galera já tava fantasiada, mas o auge mesmo da noite foi no domingo (segunda, dia 31, foi feriado aqui).. Fomos num pub da região do Temple Bar, TODOS os lugares lotados, ruas lotadas. Deu pra lembrar um carnaval na praia - mas com mais fantasias e quase a mesma quantidade de brasileiros. Brasileirada tava loca!


Mas o mais importante do Halloween foi a visita de duas bruxinhas, a minha irmã Thaísa e a Cami, amiga dela. Elas chegaram na sexta e foram embora terça, pegaram todas as festividades halloweenianas. Que coisa bem boa matar a saudade! Só quem fica muito tempo fora de casa pra entender o que eu passei e a saudade que a gente sente da família e dos amigos. Óbvio que não deu pra matar a saudade (aliás, parece que deu mais ainda), mas foi ótimo passar esse tempinho curto com elas. Acho que ri em três dias mais do que ri em três meses em Dublin. :)
Thai e Cami, obrigada por nos visitarem. Foi ótimo ter a companhia de vocês! Thai, te amo e morro de saudades!

Ana

10.21.2011

Indo ao médico

É, não deu pra evitar, tive que ir ao médico aqui na Irlanda!
Vim do Brasil com uma alergia no dedo, tinha me consultado lá e trouxe o creme que o médico receitou. Mas aqui em Dublin a alergia piorou, e o remédio não funcionou mais! A alergia que era só em um dedo agora está em três. O mais bizarro é que as duas vezes que viajei meus dedos ficaram ótimos!
Mas enfim, como o frio tá chegando e eu quero usar luvas, ligamos pro seguro de saúde de viagem (MIC) pra ver como procedíamos. Foi mais fácil do que imaginávamos. Ligamos pro escritório do Brasil, a mulher perguntou sobre o problema e disse que o escritório aqui de Dublin entraria em contato em meia hora pra marcar uma consulta com um clínico geral e, se fosse necessário, ele encaminharia pra um especialista. O cara ligou pro meu celular perguntando onde eu morava, que dia ficava bom a consulta e que horário. Eles marcam a consulta na clínica mais perto da casa da pessoa.
Hoje fui no médico, foi tudo tranquilo. Não tinha ninguém na clínica - sem demoras no atendimento. Só preenchi uma ficha com meus dados e informações de saúde e fui chamada pela médica. O treco no meu dedo é a mesma coisa que o médico do Brasil tinha me falado - a única diferença é que ela me receitou dois cremes e um sabonete pra usar. Agora é esperar ver se essa droga melhora. Se não melhorar em duas semanas tenho que voltar lá pra fazer um teste de alergia. :)

Ana

10.16.2011

Dois anos de namoro em Paris

Blog abandonado, mas aqui estamos de novo!

No último domingo fomos para Paris comemorar nossos dois anos de namoro! Dessa vez eu que realizei um sonho! Sabíamos que não daria tempo de conhecer todos os lugares, pois eram apenas três dias, então tivemos que ser bem seletivos...

Nosso voo era às 6h25min e, pra começar bem a viagem, tivemos que dormir no aeroporto, já que não tinha linha pro aeroporto de Dublin de madrugada. Chegamos na França por volta das 9h (lá é uma hora a mais que Dublin - cinco a mais que no Brasil antes do horário de verão). Descemos no aeroporto Beauvais, que mais parecia uma rodoviária e era a 1h15min de Paris. Lá fomos nós pegar o único ônibus que faz o trajeto Beauvais-Paris (e se aproveitam pra meter a faca!). Mas enfim chegamos a Paris. E logo encontramos o primeiro obstáculo: onde ta o metrô? A gente tava tão perdido que não sabíamos nos achar nem no mapa! hahaha. Sorte que encontramos um cara - FRANCÊS - que nos deu informação, EM INGLÊS - sem sequer termos pedido!

Chegamos no hotel, deixamos nossas malas e fomos caminhar pela cidade. Passamos pela Notre Dame, andamos pelo Sena, fomos até o Louvre (mas ainda não entramos), na praça da frente, vimos o Obelico (local das decapitações à época da Revolução Francesa!) e finalmente chegamos à Torre Eiffel! Que coisa mais incrível. Sério, minha voz embargou quando vi aquela coisa imensa na minha frente.





No outro dia fomos de manhã para o Louvre. Não vimos nem metade dele! O museu é gigantesco e tem milhares de coisas interessantes! As partes mais cheias eram a da Vênus de Milo e da Mona Lisa - que realmente é pequena e parece diminuir por causa das centenas de japas batendo foto na volta dela. Tem quadros mais bonitos pra ver. Mas Mona Lisa é Mona Lisa. Saindo de lá fomos pro Arco do Triunfo e depois fomos caminhando pra Torre Eiffel. Entramos na ENORME fila pra pegar o elevador da Torre, mas, quando vimos a quase inexistente fila pra ir de escada e o preço módico, esquecemos o elevador. Afinal, não basta estar na Torre, tem que sentir e viver o que os construtores dela passaram! haha. E muitos degraus até chegarmos no segundo andar. Bela vista! Saindo de lá, fizemos uma coisa bem francesa - passamos no CARREFOUR, compramos BAGUETE, patês e cervejinha francesa. Na real tinha que ter sido um vinho, mas essa viadagem a gente descartou. No caminho pra casa passamos pelo local onde o Napoleão está enterrado, mas, pelo tardar da hora, não chegamos a entrar. Pra compensar, à noite, com as luzes, o prédio é lindo! Andando pelo Sena, olho para trás e vejo a coisa mais linda do mundo - a Torre com as luzes piscando! QUE COISA MAIS MARAVILHOSA! Videozinho aí pra vocês verem depois das fotos:








No último dia passeamos pelo Moulin Rouge, que não tem nada de especial. Pelo menos não por fora, porque o show deve ser bem legal, mas que por 160 euros não rolava... Bem perto dali estava a Basílica de Sacre Coeur. Muito bonita e gigantesca! Como é num lugar mais alto, tem uma vista bem legal da cidade. O mais interessante de lá é o caminho até a basílica, que tem ares de Bolívia - praticamente uma La Paz europeia. De lá pegamos o metrô mais fedorento da cidade, hehe. Mas nada que uma trancada na respiração não aliviasse! Fomos pra Catedral de Notre Dame.. outro lugar muito afudê! Subimos até as torres pra ver as gárgulas - aquelas mesmas do desenho do Corcunda! E vimos também o sino que o Corcunda tocava, enorme e pesadaço! Perto dali, pegamos um barco que dava um passeio pelo Sena. Valeu a pena cada segundo e cada eurinho investido, que na real nem foi caro. Fotos e depois outro videozinho...
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Viagem perfeita, deu pra cansar muito! Cidade muito bonita, às vezes com um pessoal fedorento, mas a arrogância que tanto nos falavam não notamos. Pelo contrário, achei todos franceses muito receptivos com turistas e todos tentaram falar inglês. O cara do Louvre até soltou umas frases em português misturado com espanhol! haha. Nao sei se ajudou falar a frase em francês "Je ne parle pas français, vous parlez anglais?", sei que nenhum se recusou a dar informação pra gente.

Ana

9.30.2011

Arthur's Day e Culture Night

Quinta-feira passada foi o dia do Arthur! Arthur é o nome do criador da Guinness - grande pessoa! (Inclusive o Arthur é Arthur em homenagem a ele!) Às 17h59 acontece um grande brinde em comemoração ao aniversário do maior criador da história. É esse horário porque a Guinness foi criada em 1759. Eu não consegui chegar a tempo para o brinde - estava no meu dia de aprendiz no trabalho - mas o Arthur fez por mim também.
Achávamos que esse dia já fazia parte da tradição irlandesa, mas nossa professora da escola falou que faz uns 5 anos, se não menos, que comemoram esse dia. Diz ela que é mais uma jogada de marketing, porque no verão as pessoas aqui preferem beber cervejas mais geladas e a Guinness acaba sendo lembrada como uma bebida de inverno, então é meio que pras pessoas lembrarem: hora de voltarmos pra Guinness! Coincidentemente, dia 22 também mudou a estação - outono - frisando mais ainda o fato. Jogada de marketing ou não, fomos aproveitar umas Guinness mais baratas na região do Temple Bar. As ruas estavam cheias, de gente e de bêbados, coisa bonita de se ver!



Na sexta-feira teve Culture Night, onde todos os museus e atrações de Dublin eram de graça à noite, das 17h às 22h. Fomos na Trinity College ver o Book of Kells e a Old Library. O Book of Kells é um manuscrito  em latim encontrado em um monastério do ano de 800. O livro fica dentro de uma biblioteca do século XVIII. O lugar é bem legal, a biblioteca é muito linda, mas não vale pagar 8 euros pra entrar, por isso, valeu a ida gratuita. :) Não podia tirar fotos, por isso peguei umas imagens da internet.


Saíndo de lá passamos pelo Temple Bar - nosso caminho de casa - e vimos uma projeção bem legal. Fiz um videozinho.


Ana 

9.23.2011

A excelente notícia

Como o Arthur havia dito, tenho uma ótima notícia. Vou começar do início...

Aqui, pra vagas de au pair (babá) existem quatro jeitos de conseguir o trabalho: se inscrevendo nos sites de au pair, mandando cv pelo gumtree.ie, tendo contatos ou recorrendo a Greyce, uma brasileira que arruma umas famílias pra tu fazer entrevista e, caso tu consiga, tem que pagar 200 euros pra ela. :/ Eu me inscrevi no site, mandei currículos e recorri a Greyce. Na semana passada duas famílias me mandaram e-mail através do Au Pair World. Mandei e-mail pras duas dizendo que tinha interesse na vaga, mas a segunda família senti uma energia muito boa - e as fotos das crianças eram lindas! A primeira família marcou entrevista para quinta e a segunda para sexta.

A primeira família era pra morar com eles (live in), mas disse que preferia não morar (live out). Achei a mãe meio seca, não perguntou quase nada de mim. Era pra cuidar de quatro crianças, três meninas de 10, 4 e 2 e um guri de 8. A guriazinha menor até sentou no meu colo, foi fofinha. Mas enfim, achei que tinha me saído bem mas não senti uma ligação com a mãe. Ela disse que entraria em contato no final de semana.
A segunda família era live in também, mas nem falei que queria live out. Cheguei lá e tinha uma outra menina fazendo entrevista. Fiquei esperando na sala de brinquedos com as crianças. São três meninos, de 4, 2 (quase 3) e 1. Os dois mais velhos nem me deram bola, tavam assistindo TV. Fiquei brincando com o menor, bem gordinho. A mãe era muito querida, ria de tudo - metade das piadas não entendi e praticava o sorria e abane. Depois ela me apresentou as crianças direitinho e ficava fazendo perguntas pra eles, pra me mostrarem o que gostavam de fazer, de brincar e tal. Acabei até jogando bola com o mais velho. Acho que fiquei quase uma hora lá. A mãe disse que ia conversar com o marido dela de noite e ia mandar mensagem ou e-mail no final de semana. Deixei avisado pras duas famílias que viajaria e que só voltaria na terça de noite.

Passou o final de semana e nada de resposta. Já tava tri desanimada achando que não tinha rolado nada, mas né, estava em Edimburgo, tinha que aproveitar. Segunda-feira recebo uma mensagem da primeira família dizendo que gostaria que eu trabalhasse por algumas semanas e que tinha aceitado a condição de não morar com eles. Fiquei mega feliz, ia ser algo temporário mas que me traria muitos benefícios. Começaria na quarta-feira às 15h.

Quando chegamos em Dublin fui direto ver meus e-mails - chinelagem é algo, pra que pagar lan house né? - e tinha um e-mail da Oonagh (se fala Úna), a mãe da segunda família. Ela queria fazer uma segunda entrevista na quarta-feira, às 19h, pra conhecer o marido dela e conversar com a antiga au pair.

Na quarta-feira cheguei na casa da primeira família. A mulher foi me falando um monte de coisas, me ensinou a fazer um suco que as crianças adoravam de maçã, pêra, cenoura e laranja. Tive que ajudar nas coisas da casa e mal brinquei com as gurias. A guriazinha menor era muito mimada, berrava pra colocar fralda, berrava pra colocar calça, um saco! A de 4 anos ficava batendo na minha bunda o tempo todo! Mas tá, na hora de ir embora a mulher disse que  gostaria que eu trabalhasse por mais tempo, não só por algumas semanas. Já me disse que teria babysitting na sexta de noite e trabalharia no sábado de tarde. Disse que não teria problema, mas minha cara me entregava! hahaha.
Saí de lá e fui pra outra entrevista - as casas são relativamente perto, passa o mesmo ônibus. Conheci a guria que trabalhava lá. Como ela é brasileira, consegui saber como era a família, as crianças, se eram chatos, essas coisas. Fiquei mais um tempo com as crianças, conheci o marido dela, que é bem legal - e publicitário - , e conversamos mais algumas coisas. No fim ela disse que me queria! EEEEE! Aceitei. Ela pediu que eu fosse na quinta pra ficar um dia com as crianças e com a guria que vou substituir e que eu me mude no domingo!

Saí de lá e me encontrei com o Arthur.. fomos num pub pra comemorar - capaz! De nenhum trabalho passei pra dois, mas o foda é que tinha que ignorar uma família. Mandei mensagem pra primeira mulher dizendo que tinha achado um trabalho melhor e que não iria mais. Só não fiquei com tanta pena porque não gostei muito dela e porque ela não trabalhava.

Na quinta me encontrei com a au pair - a Renata - na creche das crianças às 13h. Fiquei até umas 19h30 lá. As crianças são uns amores, bem educadas. O mais velho - Charli - corrige o meu inglês, um amor! E me chamam de Ana banana. aosjasias. A outra au pair deles era Ana também, herdei o apelido.

Mas é isso. Domingo me mudo pra minha nova família e segunda começo a trabalhar. E o mais importante, estou feliz! :D

9.22.2011

Boas e excelentes notícias

Boas e excelentes notícias, por onde começar? Vamos pela boa: semana passada fomos a Edimburgo, na Escócia. A cidade é absurdamente bonita, inexplicável a grandeza daquele castelo se sobrepondo à cidade. Realmente um dos lugares mais bonitos que já vi na vida. O povo escocês também me surpreendeu, muito mais bonito e educado que o irlandês. Ficamos num hotelzinho bem no centro da cidade - era um hotel "low cost", então o quarto era minúsculo. Mas como saíamos de manhã e só voltávamos à noite pra dormir, ter uma cama e um banheiro já tava mais que suficiente. Ficamos três dias lá. No segundo fomos visitar as Highlands, uma região bem bonita da Escócia. O passeio terminava no Lago Ness, famoso pelo tal do monstro. Tenho que admitir que esperava mais dessa parte da viagem... como fomos em um ônibus de turismo, não podíamos parar onde queríamos, éramos obrigados a seguir os horários do ônibus. Não gosto dessas coisas. Mas valeu a pena, com certeza. Um lugarzinho bacana que também visitamos: Câmera Obscura. Cheio de ilusões de ótica, é um museu bem interativo e bem pertinho da entrada do castelo, vale a visita (apesar de ter que pagar 7 pounds...). Enfim, foi uma baita viagem, lugar sensacional, recomendo pra todos que um dia vierem pra Europa: PONHAM EDIMBURGO NO ROTEIRO!












Agora, a excelente notícia... não, essa eu vou deixar pra Ana contar quando ela voltar pra casa. Mas é excelente mesmo!

Forte abraço!

8.31.2011

Dois meses

Segunda-feira completamos dois meses aqui em Dublin! Estranho, parece muito mais tempo... Vamos às novidades, já que faz tempo que não escrevemos nada por aqui.

Estou trabalhando! Vou ficar um mês substituindo um cara na cozinha do Bank of Ireland. Trabalho pesado, mas com pagamento recompensador. Como estou trabalhando full-time, tive que tirar umas férias antecipadas da escola. Hoje fui "promovido" - ao invés de passar o dia na frente da pia lavando panela, agora também ajudo em outras atividades mais tranquilas, como limpar as mesas e recarregar o freezer. Maravilha.

A Ana teve outra entrevista de emprego, pertinho aqui de Dublin. A vaga era de childminder e os piás falavam, além de inglês, espanhol. Mas não rolou (o que foi bom, porque metade do salário iria pro transporte público) e a luta continua.

Dia 24 fomos no show do Flogging Molly. SHOWZAÇO! Muito afudê! Um lugar não muito grande, do lado de casa, excelente! Vejam aí o vídeo que gravamos lá:


Beijos e abraços!
Arthur